Alexandre inicia um longo processo de luto pela morte de Amélia, sua mulher. Uma saudade expressa num vazio, paradoxalmente preenchido por sombras, silêncios, solidão, palavras segredadas e ecos de um passado de sussurros vindos da infância, Democracia, Liberdade, Censurara entrelaçadas com o presente. Regressa a outras ausências que são também a história do País que o viu nascer.
O pai que emigra para Paris por motivos políticos, a mãe silenciosa e distante, a avó protectora, o regresso do pai ao país e a desadaptação do sonho revolucionário romântico àrealidade, sem eco na geometria da revolução, a regressar ao pais do exílio.
Inicia por fim uma viagem de auto conhecimento aos acidentes de percurso que o tocaram, de visita à história dos pais e percebe que na vida não se pode lutar para mudar o mundo, mas sim lutar para que ele não piore.
No seu baptismo de reconhecimento, mergulha nu num mar alterado de inverno, a olhar a Luz do fim. Encadeado procura o equilíbrio num esforço final de entendimento assente num puzzle de figuras geométricas a harmonizarem-se entre o triângulo da complexidade emocional, o quadrado do confinamento, ou a solução harmónica do círculo, onde razão e emoção dançam entre a objetividade da geometria e a subjetividade da saudade.
Porque só o mergulho nas profundezas das águas primordiais o poderia fazer renascer para a esperança da dádiva da vida.
| ISBN | 9789895910465 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 214 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Âncora Editora |
| Coleção | Holograma |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Leonor Duarte de Almeida
É médica oftalmologista. Mestre e Doutorada em Bioética. Foi Professora Auxiliar convidada em Oftalmologia na Faculdade de Medicina de Lisboa e integra a Comissão de ética do Hospital dos Lusíadas Amadora, onde trabalha. Vice-presidente do Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos, no triénio de 2020-2023. |


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