De uma maneira ou de outra, a tradição acaba por encontrar para a doutrina de cada filósofo uma ideia nuclear que a vulgariza. De Pascal, reteve-se a ideia de que o homem é um ser entre dois infinitos: «Afinal, que é o homem? Algo insignificante face ao infinitamente grande, um todo face ao infinitamente pequeno, algo entre nada e tudo.» É a apresentação da filosofia resumida neste pensamento que podemos encontrar neste novo livro de Jean Brun, autor de vários livros de introdução às filosofias de diferentes pensadores. Trata-se de um livro sobre a vida e obra de Pascal, escrito com a clareza e a competência habituais.
| ISBN | 9789721037304 |
|---|---|
| Ano | 1994 |
| Número de páginas | 144 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Publicações Europa-América |
| Coleção | Saber |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Jean Brun
Jean Brun (1919-1994) foi um filósofo francês, nascido em Agen no seio de uma família protestante. Depois de concluir o bacharelato em Letras em 1937, estudou na Sorbonne e obteve a agregação de Filosofia em 1946, já depois dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial. Iniciou a carreira docente em Nîmes e Bordéus, defendendo a sua tese de doutoramento em 1961. No mesmo ano foi nomeado professor na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Dijon, cargo que ocupou até 1986. Foi discípulo do filósofo e epistemólogo Georges Canguilhem. Especialista em Aristóteles e na filosofia grega antiga, Jean Brun dedicou igualmente uma parte significativa da sua obra a Kierkegaard e à filosofia cristã, sendo reconhecido como um pensador de formação cristã e sensibilidade conservadora. Autor extremamente prolífico, distinguiu-se como um dos grandes divulgadores da filosofia antiga em língua francesa, com obras de referência sobre o estoicismo, o epicurismo, o cepticismo e o neoplatonismo, várias delas integradas na célebre coleção “Que sais-je?” das Presses Universitaires de France. Colaborou ainda, entre 1991 e 1994, na revista católica “Catholica”. O seu trabalho foi distinguido com o Prémio Montyon da Academia Francesa em 1974, o Prémio Maujean em 1989 e o Prémio Biguet em 1993. |


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