Dedicada a Richard Wagner, A Origem da Tragédia, de Friedrich Nietzche, fez furor logo na altura da primeira edição. Corria o ano de 1871. Desde então, tornou-se uma das obras seminais da cultura europeia.
A primeira obra de Nietzche exemplifica magnificamente o entusiasmo do autor pela literatura grega, especialmente a tragédia, por Schponhauer e pela ópera de Wagner “Tristão e Isolda”.
A ideia central é a de que “a existência e o mundo só são justificáveis como um fenómeno estético”. Elaborando a sua célebre distinção entre o espírito apolínio e o dionisíaco, o autor interroga-se porque razão fazemos derivar o prazer da arte trágica, e qual é relação entre as nossas experiências de sofrimento na vida e na arte.
| ISBN | 9789721055766 |
|---|---|
| Ano | 2005 |
| Número de páginas | 142 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Publicações Europa-América |
| Coleção | Livros de Bolso |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Friedrich Nietzsche
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu a 15 de outubro de 1844 em Röcken, na Prússia, filho de um pastor luterano. Aluno excecional, formou-se em filologia clássica e, em 1869, foi nomeado professor na Universidade da Basileia com apenas vinte e quatro anos. Publicou nesse período O Nascimento da Tragédia (1872), sob forte influência de Schopenhauer e de Wagner. Problemas de saúde crónicos levaram-no a renunciar à cátedra em 1879, iniciando a década mais fecunda da sua obra, vivida entre a Suíça, a Itália e o sul de França. É deste período a maioria dos textos pelos quais é hoje conhecido: Assim Falou Zaratustra, Para Além do Bem e do Mal, Genealogia da Moral e Crepúsculo dos Ídolos, entre outros. O seu pensamento, marcado pela crítica radical à moral tradicional e à proclamação da “morte de Deus”, desenvolve noções centrais como a vontade de poder, o eterno retorno e o além-do-homem. Em 1889, em Turim, sofreu um colapso mental do qual nunca recuperaria, passando os últimos onze anos de vida sob os cuidados da mãe e, depois, da irmã, em Weimar, onde morreu a 25 de agosto de 1900. Considerado um dos filósofos mais influentes do século XIX, a sua obra atravessou a filosofia, a literatura e a teoria cultural e continua a suscitar leitura e debate. |


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