«Há coisas sobre as quais não se pode escrever como sempre se escreveu. Algo muda. Primeiro os olhos, depois o coração — ou os nervos ou aquilo a que os antigos chamavam alma — e finalmente, as mãos.»
Susana Moreira Marques guia-nos por aldeias esquecidas de Trás-os-Montes, por rotas de viagem onde a paisagem é solidão, por rituais de despedida, gestos de consolo e promessas de futuro. Um enfermeiro que fica à cabeceira dos pacientes; uma mulher que engana o marido, escondendo-lhe que ele tem cancro; um homem acamado que precisa de ser escondido da sua querida mulher, demente — pessoas no fim da vida ou pessoas que não abandonam quem está doente contam as suas histórias. Narrativa atravessada pela sombra, Agora e na hora da nossa morte ilumina as vidas de quem fala, mas também de quem lê, para que ninguém se esqueça e ninguém seja esquecido.
Susana Moreira Marques mistura viagem, história oral, reportagem e meditação filosófica, para escrever sobre a memória e a mortalidade, o tempo que nos falta, as raízes rurais, os laços de amor. No livro com que se estreou, inaugura uma nova linguagem para falar de uma ideia antiga — um gesto tão comovente quanto revolucionário.
| ISBN | 9789895833399 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 120 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Companhia das Letras |
| Categorias |
Livros > Literatura
Susana Moreira Marques
Susana Moreira Marques é autora dos livros de não-ficção literária Agora e na hora da nossa morte (traduzido para inglês, francês e espanhol), Quanto tempo tem um dia, Lenços pretos, chapéus de palha e brincos de ouro, Terceiro andar sem elevador e ainda O quarto, um livro para a infância. O seu trabalho tem sido publicado em revistas como Granta, Tin House e Literary Hub, e em meios como Público, Jornal de Negócios e BBC World Service. Foi cronista na Antena 1 e no jornal Mensagem. É coeditora da revista de não-ficção literária Mamute. Escreve também para televisão e cinema. Vive em Lisboa com as duas filhas. |


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