A geografia deste livro vai da lenda de Lorelei no vizinho Reno ao inefável arrumador do CCB,misturando o prosaico com o extraordinário: há anões de jardim, listas de supermercado,Bukowski, vibradores, a revolta com Gaza. E o pavor com a ameaça da extrema-direita àsconquistas de Abril. Num dos poemas mais bonitos, em homenagem à mãe, Simone deOliveira, vem o apelo às armas:
«Vamos, filha / comer chamuças, lamber gelados / ver gente
e vida fervilhante / a chamar-nos por todo o lado. / Vamos ver se há mulheres na rua / falar
com elas, saber quem são / conhecer-lhes a história, cantar-lhes uma canção. / E se houver
alguma rusga / se nos virarem para a parede / como anbgamente nas escolas / às crianças
estouvadas / sempre quero ver o que farão / com a minha cadeira de rodas. / Dou um brado,
ponho-me de pé / canto Ary e a Desfolhada.» Amém.
Do prefácio
Paula Telo Alves
| ISBN | 9783946277941 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 84 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Oxalá Editora |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Eduarda Macedo
Eduarda Macedo nasceu, cresceu e estudou em Lisboa. Fascinada pela Europa, deixou a Psicologia para trás e rumou ao Luxemburgo em meados dos anos 80 para trabalhar como tradutora na Comissão Europeia. Interessou-se pelo sindicalismo e pela política local e foi conselheira comunal na capital luxemburguesa. Desenhou, pintou e cantou. Atualmente, desdobra-se entre a sua cidade natal, o Luxemburgo (país cuja nacionalidade adquiriu) e Berlim, onde vive o filho. É cronista do jornal online Bom Dia e colabora com o jornal satírico e cultural; Toma Lá. Participou na 5.ª Antologia de Poetas Lusófonos na Diáspora publicada pela Oxalá. Escreve a lápis ou com caneta de aparo e não gosta de esferográficas. |


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