A correspondência trocada entre Joaquim Namorado e Mário Dionísio constitui um testemunho singular de meio século de cumplicidade afetiva e de afinidade intelectual.
É um bom exemplo da importância da “correspondência” como meio de sociabilidade: a troca de cartas desenha, pouco a pouco, um espaço de debate, que, apesar de condicionado (os correspondentes sabem que a sua relação é vigiada e dão um ao outro sinais discretos), é particularmente vivo nos anos 40 e 50.
Um aspeto relevante é permitir acompanhar a génese de algumas obras dos dois correspondentes. Reduzida e fragmentária quanto a Joaquim Namorado, cuja obra ficou na sua maior parte inédita ou dispersa, essa reconstituição é mais expressiva no caso de Mário Dionísio. Nas cartas de Joaquim Namorado, ficamos a conhecer a importância central da ideia de “poesia necessária”, referência ou título que o poeta guarda durante vinte anos. Nas cartas de Mário Dionísio podemos acompanhar a surpresa que foi para o próprio escritor o desenvolvimento de todas as dimensões de «A Paleta e o Mundo».
| ISBN | 9789898674418 |
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| Ano | 2020 |
| Número de páginas | 237 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Lápis de Memórias |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
ANTÓNIO PEDRO PITA
António Pedro Pita, Professor catedrático (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra/Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação).Investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX/UC, do qual foi Coordenador Científico.Diretor Científico do Museu do Neo-Realismo (2014-2017).Delegado Regional da Cultura do Centro (2005-2007). Diretor Regional de Cultura do Centro (2007-2011).Presidente da Direção da Associação de Professores de Filosofia (1988-1992; 1998-2000).Trabalha nas áreas da filosofia (estética e filosofia política) e da cultura contemporânea.
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