O problema das doenças de saúde mental é que são invisíveis. Não temos uma ferida física para mostrar ao mundo, temos uma grande ferida interior que nos rasga todo o ser. Foi dessa fase que resultou a primeira parte deste livro, “Reflexões de dentro da caixa”, (…). A maioria dos poemas foram escritos em momentos em que me sentia desabar e não sabia mais o que fazer a não ser continuar a tentar resolver-me pela escrita. A segunda parte deste livro, “A futilidade da libertação” (…) foi a fase em que decidi que ia recuperar e que ia finalmente sentir-me leve. No entanto, instalou-se um paradoxo em mim, (que na verdade sempre esteve presente): sem a minha dor de pensar, sem desconstruir permanentemente tudo o que me acontece e me rodeia, sem me sentir diferente dos demais, comecei a sentir-me vazia e fútil, comecei a sentir-me distante de mim. (…). A terceira parte deste livro, “Meditações sobre o fim e o início” coincide com a fase em que finalmente pedi ajuda psicológica e psiquiátrica e tentei ir à raiz de todos os meus problemas. No final fica sempre tudo bem.
| ISBN | 9789895662159 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 86 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Maria Ganhão Pereira
MARIA GANHÃO PEREIRA nasceu em Lisboa, em Setembro de 2000 e publicou o seu primeiro livro aos quinze anos (Quando o Céu Não é Estrelado) em 2015, tendo previamente publicado poemas em jornais como “A Voz de Domingo” e escrito um texto adaptado a teatro, levado a cena no Teatro da Comuna. É licenciada em Economia pelo ISCTE-IUL e está neste ano letivo de 2022 / 2023 a terminar a dissertação de Mestrado em Marketing, no ISCTE-IUL. |


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