Em 1952, a voz de André Breton entrava ao serão noslares franceses pelas ondas da rádio. No rescaldo do seuregresso dos EUA, onde se refugiara até 1946, durante ainvasão nazi do seu país, concedia ao jornalista AndréParinaud, da RTF, as dezasseis entrevistas radiofónicasaqui reunidas, a par de outras dadas à imprensa mundialentre 1941 e 1952.
Nelas um inventor fala da sua invenção – o surrealismocomo uma das aventuras mais fascinantes na marcha dotempo, que influenciou a literatura, as artes e a nossa visãodo mundo –, reavivando-lhe a história, sopesando-lhe asmuitas rupturas e aspirações, vicissitudes e figuras-chave,entre as quais Tristan Tzara, Paul Éluard e Louis Aragon.
Em plena Guerra Fria, quando a arte comprometida e asinquietações do tempo sufocavam a vida intelectualeuropeia e reivindicavam o monopólio da revolução social,sem deixar vir à tona formas emancipadoras de criação,André Breton defendia a actualidade, a pertinência e avitalidade (e até a salutar necessidade) do surrealismo,contra quem ciclicamente lhe anunciava a morte e ohostilizava. Documento histórico e humano, Entrevistasencerra também a psicologia de um inconformista nãoisento de contradições.
| ISBN | 9789726084181 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 320 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Literatura
André Berton
«Papa do surrealismo» para muitos dos seus detractores e um dos principais teorizadores desta corrente, André Breton (1896-1966) sempre se norteou pelo desdém pelas convenções literárias e sociais. Constrangido a estudar Medicina quando a poesia já se apoderara do seu coração, foi influenciado por Guillaume Apollinaire, Louis Aragon e Paul Éluard. O inconsciente e a loucura interessaram lhe como fontes criadoras e bebeu de Freud para desenvolver a técnica da escrita automática, que viria a experimentar em Les Champs magnétiques (1920). Em 1924, publicou o Manifesto Surrealista, assumindo no ano seguinte a direcção da revista La Révolution surréaliste. Após o exílio nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, regressou a Paris, onde se opôs ao colonialismo francês. |


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