Na véspera de uma execução, sete condenados aguardam a morte. Um terrorista político, alguns jovens revolucionários, um estudante, um criminoso comum, um homem simples apanhado pelo acaso. Sete destinos, vindos de mundos distintos, que ali se cruzam, unidos pelo mesmo desfecho. Em História dos Sete Enforcados, Leonid Andréev mergulha no instante extremo que antecede o fim e transforma a espera numa poderosa reflexão sobre o medo, a dignidade, a culpa e a fragilidade humana. À medida que as horas se aproximam do cadafalso, cada uma das personagens confronta-se com o que resta da sua identidade quando tudo lhes foi retirado. Publicada em 1908 e rapidamente reconhecida como uma das obras mais intensas da literatura russa do início do século XX, esta novela é um retrato implacável da pena de morte e uma meditação perturbadora sobre a condição humana. Um clássico breve, mas devastador, que permanece tão atual quanto inquietante.
Traduzido do russo, por Nina Guerra e Filipe Guerra, vencedores do Grande Prémio de Tradução Literária APT / Pen Clube Português.
| ISBN | 9789722379236 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 128 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Presença |
| Categorias |
Livros > Literatura
Leonid Andréev
Leonid Andréev(1871-1919), génio louco e revoltado, é um dos autores mais importantes da literatura russa do século XX, famoso por obras comoOs Sete Enforcados(1904) eO Riso Vermelho(1908). Leitor voraz de Schopenhauer, Dostoiévski e Nietzsche, estudou Direito em São Petersburgo e Moscovo, e cedo se tornou prisioneiro do álcool e de tendências suicidas. Foi dramaturgo, fotógrafo e militante anticzarista, e laços de amizade o uniam a Gorki, com quem se desentendeu devido à publicação do conto «As Trevas». Legou-nos a sensibilidade desenfreada de uma escrita que vai ao osso, uma obra magistral pautada pelo fatalismo e uma voz premonitória que ecoa na modernidade e nos seus condenados e algozes. Intitulava-se um apóstolo da auto-aniquilação, versando como ninguém o caos do mundo e a loucura e as tragédias do seu semelhante. Encarava o terror bolchevique como um mal absoluto e exilou-se na Finlândia, onde morreu só e na penúria. A sua obra foi censurada pelas autoridades soviéticas até ao final dos anos 50. |


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