O poder primeiro das linguagens em uso é, na verdade, o poder de convocar o outro, mas só enquanto o próprio locutor se expõe a esse outro e aceita ser questionado ao questionar. Comunicar é então construir um “poder-em-comum” ou concertado, uma expressão que, de forma muito livre, retomamos de H. Arendt e que a pragmática discursiva valoriza como princípio regulador da interação. Interessados nas linguagens do poder, os vários autores colocaram no seu horizonte analisar as linguagens de poder, explorar diferentes linguagens, verbais e não-verbais. E todos os estudos, cada um a seu modo, concorrem para enfatizar a centralidade e a saliência dos discursos como práticas linguísticas e sociais próprias de diferentes esferas de atividade social, mas sempre linguagens para o(s) outro(s).
| ISBN | 9789897554308 |
|---|---|
| Ano | 2019 |
| Editora | Húmus |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Maria Aldina Marques
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