«Tudo o que entra na literatura passa os confins do mundo dos fantasmas e, ao penetrar no universo da linguagem, abandona o seu invólucro carnal. O mundo do texto é um espectro, projetado por um aprendiz de ilusionista na alvura das nossas consciências.»
Ao sair da clínica de Beelitz, onde foi visitar uma querida amiga apanhada por um acidente vascular cerebral, o autor transforma a sua melancolia num passeio, tanto para se aquecer como para afugentar a tristeza que o aflige. Enquanto cai a noite precoce e chuvosa do outono berlinense, Mathias Enard caminha pela cidade e pela sua história.
Como numa conversa interior algo dantesca, o seu espírito deambula, vasculha o tempo e a geografia, examina a noção multiforme de fronteiras, de limites… e descobre em todo o lado as clareiras, a esperança melancólica: nas suas lembranças, nas suas leituras ou na sua prática ativa da amizade – que nunca se encontra muito afastada da sua experiência da literatura.
Norte é o primeiro volume desta Melancolia dos Confins em quatro estações, na qual, sob o nosso olhar, Mathias Enard desenha o seu atlas pessoal, cartografia íntima de um mundo feito de hiperligações, incansavelmente percorrido. E consegue, mais uma vez, o tom certo para celebrar os encontros e a diversidade.
| ISBN | 9789722089227 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 240 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Dom Quixote |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Mathias Énard
“Mathias Enard nasceu em 1972, estudou persa e árabe, e viveu largos períodos no Médio Oriente. É professor de árabe na Universidade de Barcelona, cidade onde vive. É autor dos romances La perfection du tir (2003; Prémio dos Cinco Continentes da Francofonia 2004), Remonter l’Orénoque (2005), Zona (2008; prémios Décembre 2008 e Livre Inter 2009, entre outros), Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes (2010; Prémio Goncourt des Lycéens 2010 e Prémio do Livro em Poitou-Charentes 2011), Rue des Voleurs (2012; finalista do Prémio Goncourt e vencedor do Prémio Lista Goncourt / A Escolha do Oriente 2012, entre outros), Bússola (2015; Prémio Goncourt 2015 e Prémio Lista Goncourt / A Escolha da Suíça 2015), Le Banquet annuel de la confrérie des fossoyeurs (2020) e Desertar (2023). Publicou também os livros de ensaio Bréviaire des artificiers (2007) e L’alcool et la nostalgie (2011). “
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