«Trineta da escravatura, bisneta da mestiçagem, neta da independência e filha da diáspora», Yara Nakahanda Monteiro (Huambo, 1979) estreia-se na poesia com um registo íntimo, tateando nas palavras a essência da condição feminina, da natureza, da identidade e da pertença, das memórias e dos sonhos.
Trançoocabelo dizem queroparecermaispreta
Façobrushing dizem queroparecermaisbranca
Nafrentequentevindadohemisfériosuloscaracóis secamdesordenados perguntamqueroparecerdeonde?
«Eusoudeondeestou.»
Os seus poemas transportam-nos para outrostempos e espaços: o da infância e adolescênciana periferia de Lisboa; o das histórias da vida em Angola, contadas pela avó. Neles brotam desassossegosrabiscados em cadernos, esboçam-se trilhos imaginados a partir das grandes questões que definem quem somos.A meio caminho, corre a vida de todos os dias e surge uma voz literária envolvente, encantatória, impossível de ignorar. Qualquer ressonância com a realidade é poesia.
| ISBN | 9789897843891 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 88 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Companhia das Letras |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Yara Monteiro
Yara Monteiro nasceu em Angola, na província do Huambo, em 1979. Tem as suas raízes familiares no Planalto Central de Angola e no Norte de Portugal. Com dois anos de idade, vem com a mãe e a família materna para Portugal e cresce na Margem Sul. É na adolescência que, estimulada pela sua professora de Português, começa activamente a escrever. Tem uma licenciatura em Recursos Humanos e trabalhou na área durante quinze anos. Em 2015, enquanto vive no Brasil, inicia a sua busca de conexão interior e, em 2016, embarca numa viagem xamânica na Amazónia que transmuta a sua vida. Faz um auto-eject e abandona por completo o mundo empresarial. É casada, vive no Alentejo, dedica-se à escrita e às artes plásticas. Já viveu em Luanda, Londres, Copenhaga, Rio de Janeiro e Atenas. Pratica yoga e meditação. |


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