Este livro remete-nos para a recuperação de “estados de alma” que acompanham este “desgraçado” reino de Portugal há já muitos anos e que foram, felizmente, retratados por um dos nossos mais geniais escritores. Como se poderá ler, com o prazer que a leitura de Queiroz, mesmo na flor da sua condição de escritor, fatalmente proporciona, o fado não é de agora e tanto os estímulos como as respostas aos inúmeros problemas financeiros do nosso país já ecoaram na comunicação social há largas gerações atrás. Lendo e relendo Eça de Queiroz nas longínquas páginas do «Distrito de Évora» apetece dizer que os portugueses não aprendem com os erros. Fica, todavia, a certeza de que os exercícios de cidadania não são nem apanágio nem exclusivo dos tempos de hoje: se o grande José Maria fosse vivo nos nossos dias decerto que escreveria as mesmas ideias que aqui vão expressas… e esse facto tem um valor incalculável para nós!
| ISBN | 9789896583767 |
|---|---|
| Ano | 2018 |
| Editora | Caleidoscópio |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Ciência Política
Eça de Queirós
Eça de Queirós nasceu em 1845. Depois do liceu no Porto, cursou Direito em Coimbra. Viveu em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. A sua obra maior é o romance Os Maias, publicado em dois volumes em 1888, na sequência de títulos como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878) ou A Relíquia (1887). Grande parte da sua obra foi publicada depois da sua morte, a 16 de agosto de 1900, em Paris. |


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