Quando a primeira frase de um romance se torna imortal, a eternidade recebe, de braços abertos, o seu autor. Porém, quando Jane Austen escreveu Orgulho e Preconceito, uma mulher escritora que publicava e cuja obra viria a ter milhões de leitores, através dos séculos, estava longe de toda e qualquer cogitação. E assim voltamos ao início, que é «uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de uma boa fortuna necessita de uma esposa», e voltamos de outro modo.
A chegada de dois jovens cavalheiros, solteiros e ricos, às paragens vizinhas de Longbourn alimenta na Sra. Bennet a esperança de que os sinos da igreja não tardem a dobrar. Procurando desesperadamente arranjar um bom casamento para as suas cinco filhas, vê Jane, a mais velha, alimentar rápida e apaixonada afeição pelo Sr. Bingley. E, quando olha para Elizabeth, outra das irmãs, descobre-a empenhada e magnificamente pronta a desafiar o altivo Sr. Darcy. Entre equívocos e julgamentos precipitados, vaidades e fraquezas, o orgulho de Darcy e o preconceito de Lizzy tentarão travar o curso do amor verdadeiro numa tela efervescente da vida rural na paisagem inglesa do final do século XVIII.
Publicado em 1813 como obra de autor anónimo — «pela autora de Sensibilidade e Bom Senso», editado dois anos antes —, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, é hoje considerado uma das obras-primas mais importantes na história da literatura inglesa. E, com a lucidez universal e intemporal dos grandes clássicos, uma das histórias de amor mais célebres de todos os tempos.
«Jane Austen consegue descrever uma noite clarasem mencionar uma única vez a Lua.»
Virginia Woolf
«A subtileza, o eufemismo, a técnica. Tanto aprendi eu com esta extraordinária romancista.»
Kazuo Ishiguro
«No início do século XIX, antes que as ferrovias transformassem o país, e muito antes do telégrafo, ela evoca um mundo tão conexo, tão em sintonia consigo mesmo. É impressionante.»
Ian McEwan
«Orgulho e Preconceito é o meu romance favorito. É, provavelmente, o livro artisticamente mais perfeito, o mais prazeroso e aquele com o qual se pode aprender mais.»
Colm Tóibín
«Perspicaz e graciosa, muitas vezes cheia de ironia, sinto-me imensamente atraída por esta voz narrativa, porque ela dá brilho aos seus personagens, e esse é um dos grandes prazeres de Austen.»
Siri Hustvedt
| ISBN | 9789722550994 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 336 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Bertrand |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Jane Austen
Jane Austen (1775-1817): Escritora inglesa proeminente, considerada como uma das maiores figuras da literatura inglesa, ao lado de Shakespeare, Dickens e Wilde, representa o exemplo de escritora, cuja vida protegida e recatada em nada reduziu a estatura e o dramatismo da sua ficção. A fama de Jane Austen perdura através de seis obras-primas principais: SENSIBILIDADE E BOM-SENSO (1811), ORGULHO E PRECONCEITO (1813), MANSFIELD PARK (1814), EMMA (1815), PERSUASÃO (1818) e A ABADIA DE NORTHANGER (1818), publicados postumamente. LADY SUSAN (escrito entre 1794 e 1805), The Brothers (iniciado em 1817, deixado incompleto e publicado em 1925 com o título SANDITON) e OS WATSONS (escrito por volta de 1804 e deixado inacabado) são outras de suas obras. Deixou ainda uma produção juvenília, uma peça teatral – SIR CHARLES GRANDISON, OR THE HAPPY MAN: A COMEDY IN SIX ACTS – poemas, registros epistolares e um esboço para um novo romance. |


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