«A importância internacional dos Açores foi‑lhe sempreatribuída pelo jogo das potências, pela configuração dasestradas comerciais marítimas e aéreas, pelo desenvolvimentotécnico das artes da navegação, pelas invençõestecnológicas, em suma, pelo contexto da política internacional.A Horta já foi mais alemã e inglesa, e o porto de PontaDelgada mais norte‑americanodo que britânico, oufrancês, durante a Primeira Guerra Mundial; a Terceira,mais britânica e Santa Maria, mais americana, enquantoS. Miguel ficou neutralizado com as forças expedicionáriasportuguesas durante a Segunda Guerra Mundial, e atéainda há pouco tempo as Flores albergavam observadoresbalísticos franceses. Este livro aborda, de forma original,creio, essas diferenças entre ilhas.
Em termos prospectivos, a importância político‑estratégicado arquipélago tenderá a ser definida pelograu de entendimento entre Lisboa, Londres e Washington.Nos Açores se decidirá ainda a profundidade atlânticae espacial da União Europeia, e a resposta norte‑americanaa essa presença.»
| ISBN | 9789896710699 |
|---|---|
| Ano | 2011 |
| Número de páginas | 200 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Ciência Política
José Medeiros Ferreira
(1942 – 2014)Licenciou-se em História, pela Universidade de Genebra, em 1972, e doutorou-se em História Institucional e Política (Universidade Nova), em 1991. Foi assistente na Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da Universidade de Genebra (1972-1974) e assistente convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova (1981-1991), onde passou a professor auxiliar (1991-1999). É professor associado da mesma faculdade desde 1999, membro do Instituto de História Contemporânea, e preside ao Conselho Geral da Universidade Aberta (desde 2009).Deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), foi Ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo Constitucional, assinou a Adesão da República Portuguesa ao Conselho da Europa assim como à Convenção Europeia dos Direitos Humanos em 1976 e preparou com êxito o pedido de Adesão à CEE em 1977. Depois, como deputado da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa desde 1995 a 2005, foi vice-presidente desta entre 1999 e 2002. Antes fora eleito deputado ao Parlamento Europeu quando da adesão de Portugal e até 1989. Também foi presidente da Comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República na Legislatura de 1995 a 1999Como professor universitário regeu as disciplinas de História Política Europeia no Mestrado de História Contemporânea da FCSH da UNL entre 1990 e 1995, e de Relações Euro-Atlânticas no Mestrado de Relações Internacionais na Universidade dos Açores entre 2000 e 2011.Convidado para inúmeros colóquios, seminários e conferências, publicou diversa obra sobre temáticas europeias e internacionais que constam da sua bibliografia. Colabora assiduamente em jornais, revistas e televisão e continua a investigar sobre questões europeias. A organização europeia é um dos núcleos mais densos do seu estudo e actividade.
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