Em Ouro e Enxofre, a poesia surge como processo de transmutação. Entre o orgânico e o mineral, o sagrado e o corporal os poemas percorrem uma linguagem densa onde tudo se transforma. Através de imagens que convocam a terra, a vinha, o fogo e os metais, o livro constrói uma poética – um espaço onde o corpo é atravessado por forças arcaicas e onde a experiência humana se aproxima de um rito.
Há uma constante tensão entre criação e decomposição, pureza e corrupção, como se cada poema habitasse esse limiar instável onde algo nasce enquanto outra coisa se desfaz. Sem recorrer ao quotidiano nem à narrativa directa, afirma-se como um território simbólico e sensorial, onde a linguagem não descreve o mundo, mas recria-o. Um livro de forte densidade orgânica e simbólica, onde a palavra surge como matéria viva convocando uma dimensão quase alquímica da experiência poética.
| ISBN | 9789899661240 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 88 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Língua Perfeita |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Ana Pinto
Ana Pinto constrói o seu percurso entre as artes visuais e a escrita, sendo autora de uma obra poética marcada por uma forte intensidade imagética e simbólica. Desde cedo encontrou na linguagem poética um território de exploração contínua, desenvolvendo uma escrita que atravessa diferentes temas, frequentemente convocando referências clássicas e mitológicas. Nos seus textos, o orgânico e o simbólico fundem-se, dando origem a uma expressão densa e evocativa, onde a palavra assume uma dimensão transformadora. Prémio Revelação de Poesia APE/IPLB. |


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