Em 2017 registaram-se os maiores incêndios florestais de sempre em Portugal, com um número impressionante de mortes. Mas as condições que propiciam a repetição de tragédias com esta magnitude permanecem inalteradas: o círculo vicioso dos incêndios é alimentado pelo abandono de uma parte gigante do território, pela epidemia de uma espécie invasora altamente inflamável – o eucalipto – e por um clima em mutação, cada vez mais seco e quente. Nas últimas décadas, Portugal liderou sempre a tabela dos países europeus que mais ardem. Como é que as florestas chegaram a este estado? Que influência exerceu a indústria das celuloses na esfera do poder político? Como podemos resgatar as florestas deste ciclo infernal e criar alternativas para um território sob a ameaça de se tornar deserto?
Contra a falácia da inevitabilidade e a perigosa ilusão de obter resultados diferentes com as mesmas políticas, este livro analisa o passado, alerta para a repetição de erros no presente e projeta o futuro com políticas alternativas que visam garantir a viabilidade do interior do país e das florestas. O tempo urge.
| ISBN | 9789722536103 |
|---|---|
| Ano | 2018 |
| Editora | Bertrand |
| Categorias |
Livros > Ciências > Biologia
João Camargo
João Camargo (Lisboa, 1983) é mestre em Engenharia do Ambiente e Produção Animal (Instituto Superior de Agronomia e Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa). É ativista do movimento Climáximo, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, e autor dos livros Que Se Lixe a Troika (2013) e Manual de Combate às Alterações Climáticas (2018) e coautor de Portugal em Chamas – Como resgatar as florestas (2018). |


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