Com voz apaixonada e urgente, Édouard Louis narra o retorno à sua cidade natal, um local feio e cinzento numa das regiões mais pobres de França, e à casa paterna. É o regresso a uma infância assombrada pela violência, a homofobia e a vergonha, mas também a tentativa de uma reconciliação com esse passado doloroso, materializado numa figura paterna dominadora, agora fisicamente diminuída, frágil e exposta.
Relato comovente do reencontro possível entre pai e filho, evocativo de Carta ao Pai de Franz Kafka, Quem Matou o Meu Pai representa o gesto que procura o perdão e ainda o grito de denúncia de um fosso social que devora a França há décadas, com o dedo apontado ao poder político, a essa casta privilegiada, verdadeira responsável por condenar a uma morte precoce as classes mais desfavorecidas.
| ISBN | 9789895890057 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 88 |
| Edição | 2 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Elsinore |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Édouard Louis
Édouard Louis nasceu em Hallencourt, França, em 1992. Estudou História na Universidade de Picardia e Sociologia na Escola Normal Superior de Paris. Obteve o imediato reconhecimento da crítica e do público com o seu polémico livro de estreia, Para Acabar de Vez com Eddy Bellegueule, de 2014, com o qual foi finalista do Prémio Goncourt para Primeiro Romance. Confirmou o seu lugar no panorama literário internacional com as obras de autoficção História da Violência, originalmente publicada em 2016, e Quem Matou o Meu Pai, em 2018, ambas adaptadas ao teatro. Seguiram-se títulos como Changer: méthode ou o mais recente O Colapso. A sua obra está traduzida em mais de trinta países. |


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