Em Raving, a rave é vício, necessidade, ritual, performance, catarse — uma experiência do sublime e da graça, mas também um ato de resistência.
Entre a autoficção e a autoteoria, McKenzie Wark, uma das mais inovadoras teóricas dos estudos culturais e dos média, traça um retrato íntimo e coletivo da cena rave trans e queer nova-iorquina. Numa época violenta, de espetáculo e exploração constantes, de precariedade, racismo e homofobia, a rave surge como «uma prática colaborativa que torna esta vida suportável».
É um espaço de novas possibilidades sonoras e temporais, em ambientes transitórios e artificiais criados pelo trabalho conjunto de quem as promove, de quem faz DJ, de designers de luz e de todas as pessoas que tornam possível ensaiar uma arte da entrega e da imersão na batida.
Combinando prática e teoria, dança e dissociação, Wark imprime na página luzes, fumo, drogas, sexo, corpos fora da norma e música tecno, identificando na matéria pulsante da rave uma estética e uma política: a de dançar entre as ruínas do capital em colapso.
| ISBN | 9789899225329 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 176 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Orfeu Negro |
| Categorias |
Livros > Literatura
McKenzie Wark
McKenzie Wark (n. 1961) é professora de Cultura e Media, directora do programa de Estudos de Género da New School for Social Research em Nova Iorque, e autora de, entre outros títulos, ‘A Hacker Manifesto’, ‘Capital is Dead’, ‘Reverse Cowgirl’ ou ‘Philosophy for Spiders: On the Low Theory of Kathy Acker’. Com o decorrer dos anos, ganhou notoriedade nos «Media Studies», no estudo historicista do Situacionismo e dos seus protagonistas e, mais recentemente, tem escrito e pensado acerca da cultura em torno das raves, e em como proteger os nossos corpos e desejos de todos os processos extractivistas que os rodeiam.
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