«Não foi para morrer que nós nascemos e isso de morrernãofazpartedenenhumprograma, dizemJorgedeSenaeAlexandreO’Neill.Faz, contudo, parte do programa de poetas escrever cartasà posteridade,emborasabendoquea destinatária dessa carta nada fará por eles. Este ensaiopropõeumaleituracríticadoconteúdo fundamental das cartas de dois poetas maiores doséculo XX,descrevendoosseusprojetos poéticoseomodocomoconfiguramformas distintas de encarar a posteridade e o seu lugar nahistóriadapoesiaportuguesa.Se Jorgede Senaquisdeixarumamarcaindelévelnasua contemporaneidadeenãocedeua falsos eufemismos para contar a sua visão das coisas, O’Neill construiu um projeto poético deflacionário, reduzindoasexpectativassobrea suaobrae exigindo de si e dos outros um modo de ser e uma dicção mais modestos.»
Obra distinguida com o prémio de Ensaio IN/Vasco Graça Moura 2022.
| ISBN | 9789722731959 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 224 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Imprensa Nacional Casa da Moeda |
| Categorias |
Livros > Literatura
Joana Meirim
Joana Meirim é professora e investigadora na Universidade Católica Portuguesa, e doutorada em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa, com uma tese sobre Jorge de Sena e Alexandre O’Neill. Foi leitora na Universidade da Coruña, e professora de Português e Literatura Portuguesa no ensino secundário. Co-editou o volume de correspondência entre Jorge de Sena e Carlo Vittorio Cattaneo (2013), e tem publicado artigos sobre Alexandre O’Neill e Jorge de Sena. É membro do conselho científico da Forma de Vida, revista online do Programa em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e coeditora do site de poesia e crítica Jogos Florais. |


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